Com júri renomado, Núcleo de Dança de Barueri faz seletiva

Oferecer uma formação artística ampla e qualificada é o que a Prefeitura de Barueri, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, quer proporcionar a crianças e jovens através do Núcleo de Dança de Barueri, que teve seletiva realizada no sábado, dia 18, no Teatro Municipal. O objetivo é, sobretudo, revelar talentos.
Com presença de mais de 150 inscritos, a audição, que selecionou crianças e jovens nascidos entre o 1º semestre de 2004 a 2010, contou com uma banca examinadora renomada, são eles: Silvia Gaspar, bailarina do grupo Corpo; Everson Botelho, ex-bailarino do grupo Corpo e professor de balé; e Paula Castro, representante da Escola Nacional de Ballet de Cuba (ENBC) e fundadora da Escola de Ballet Paula Castro.
Patrícia Assunção que inscreveu sua filha Sophia, de 13 anos, para participar da seleção, acredita que o Núcleo de Dança poderá abrir portas para crianças que sonham em seguir a profissão de bailarino.
“Minha filha ama dançar. Às vezes eu brinco e falo que foi o balé que a escolheu. E essa iniciativa da Prefeitura é espetacular, tanto que a gente está aqui hoje, acreditando que essas crianças possam ter um futuro brilhante através dessa arte. A dança traz uma energia diferente e também é uma profissão linda”, disse Patrícia.

Sábia Sophia

“Balé é minha vida, uma paixão que me acompanha. Tudo é maravilhoso no balé e é algo que você tem que se esforçar muito. Se você não ama dançar, não será um bailarino bom o suficiente” disse Sophia, após executar uma série criteriosa de passos e movimentos exigidos pela comissão examinadora.

Superando o preconceito

O professor de balé Everson Botelho, conhecido como Beka, que também avaliou a performance das dançarinas, relevou-se surpreso quando percebeu que houve adesão de apenas meninas nas inscrições, mesmo com abertura de vagas para ambos os sexos. “Nos tempos de hoje, esperava ver pelo menos um rapaz nessa seletiva. Apesar de preconceito existir, ele está sendo quebrado e não importa a área artística, se os meninos têm essa vontade devem realizar os seus sonhos”, disse Beka, que começou a dançar com 12 anos.

Carreira internacional

Botelho falou ainda que a profissão lhe proporcionou uma carreira internacional. “Tive um foco muito certeiro. Rodei pelo mundo, fiz turnê nos EUA e recebi críticas positivas do jornal americano The New York Times”, concluiu.