Demutran de Barueri faz blitz educativa com motociclistas

É impossível se pensar em transporte de documentos, pequenas entregas e não pensar em motocicleta, tamanha a eficiência deste transporte dentro dos centros urbanos, porém o número de acidentes envolvendo motocicletas é alarmante.

De acordo com estudo técnico publicado pela Revista Saúde Pública, as mortes de condutores e passageiros de motocicletas, nos 10 anos posteriores a implantação do Código de Trânsito Brasileiro (em 1998), aumentaram mais de 700%.

Atento a este cenário, o Demutran de Barueri (órgão da Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana) realizou, neste mês de abril, através do seu Núcleo de Educação no Trânsito (NET), uma campanha de conscientização sobre o uso de motocicletas e ciclomotores.

Lilian Melo, supervisora do NET, explica que a campanha educativa visou orientar sobre segurança no trânsito, posicionamento da motocicleta na via e obrigação do uso do farol, inclusive durante o dia.

“Percorremos bolsões de estacionamento e semáforos pela cidade distribuindo aos motociclistas informativos e adesivos sobre a campanha e conversando sobre os principais riscos no trânsito”, relata Lilian. “Eles foram, no geral, muito receptivos e mostraram-se conscientes sobre a atenção e os cuidados que se deve ter na condução de uma moto. Muitos até pediam mais materiais da campanha para poderem repassar aos colegas.”

As blitze educativas do Demutran focaram pontos com grande circulação de motociclistas como a área central de Barueri, além de bairros como Alphaville, Tamboré, Aldeia da Serra, Cruz Preta e Jardim Paulista.

Motociclistas são as principais vitimas do trânsito

A facilidade de deslocamento e de aquisição de uma motocicleta, entre outros fatores, aumentou em cinco vezes a frota dos veículos de duas rodas em relação à de outros automóveis. Existem hoje mais de 14 milhões de motocicletas em circulação, o que corresponde a 25% da frota nacional.

Os condutores de motocicletas são considerados o grupo prioritário em programas de prevenção, com risco sete vezes maior de morte, quatro vezes maior de lesão corporal e duas vezes maior de atropelar um pedestre, quando comparados aos automobilistas.