Imigrantes e refugiados iniciam curso de Língua Portuguesa em Osasco

Superar os desafios do idioma e conquistar uma vaga no concorrido mercado de trabalho. Esses são os objetivos dos 20 alunos participantes do curso gratuito de Língua Portuguesa para Imigrantes e Refugiados, que teve início na terça-feira, 20/1. Trata-se de uma iniciativa da Prefeitura de Osasco, por meio do Projeto Osasco Integra, da Secretaria de Emprego, Trabalho e Renda (SETR), em parceria com o SESC. O curso, criado para atender exclusivamente imigrantes e refugiados, é o único na região oeste da Grande São Paulo.

A maior barreira enfrentada pelos imigrantes e refugiados na busca por emprego é justamente o idioma. Muitos até chegam a ser aprovados em outras etapas do processo de recrutamento e seleção, mas quando chega na entrevista pessoal, não conseguem avançar.

Depois que o curso foi divulgado na imprensa e nas redes sociais, a oferta de vagas para imigrantes e refugiados aumentou. Uma empresa do ramo de Plásticos, localizada no Jardim Piratininga, e parceira do Portal do Trabalhador, por exemplo, até ampliou a oferta de vagas de duas para cinco”, comentou Evander Veríssimo da Silva, assistente social efetivo na SERT.

O curso tem carga horária de 60 horas, com previsão de conclusão no dia 20/3, sendo aplicado pelo professor Carlos, no Centro de Formação de Professores (CEFOR), de terça a sexta-feira, das 9h30 às 11h30.

A expectativa da Secretaria do Emprego, Trabalho e Renda é formar quatro turmas ao longo de 2020.

Essa primeira turma conta com 20 estrangeiros de países diversos como Colômbia, Haiti, índia, Síria, Turquia e Venezuela. Uma nova turma será aberta em abril e já tem mais de 40 pessoas aguardando na fila.

O haitiano Framky Jean Baptiste está animado com o curso e já aprendeu a falar: “Bom dia! Tudo bem. Qual é o seu nome?”. Ele chegou no Brasil depois do terremoto do Haiti, em 2010, e está há pouco mais de três anos em Osasco. “Estou muito feliz. Obrigado por toda ajuda e oportunidade que estão dando a todos os haitianos”, disse.

Seus conterrâneos, Derosier Nickenson e Deloris Noblensie também fazem parte da primeira turma e estão felizes com a iniciativa da prefeitura. “O Brasil é um país que tem muitas oportunidades”, declarou Deloris.

Como descendente de francês e africano, aprendi a falar o espanhol e o inglês e agora estou aprendendo o português”, frisou Nickenson.

A esposa de Nickenson, a colombiana Helda Marina, está em Osasco desde dezembro (ano passado) e não sentiu dificuldades de adaptação. Ela quer aprender o português como meta de aprendizado e superação. “O Brasil se parece muito com o meu país (Colômbia), então sinto-me como se estivesse em casa. Minha expectativa é aprender o idioma português porque entendo o que dizem, só que não falo”, revelou.

Rosa Beleù Pinzoù é venezuelana e está há pouco tempo em Osasco. No curso conheceu o também venezuelano Adermis Gonzales Silva, que foi advogado e professor universitário na Venezuela e está no Brasil em busca de um recomeço. Há três anos conheceu sua esposa e agora participa do curso para aprender outro idioma. “É meu sonho aprender o português e me comunicar melhor com minha esposa e as pessoas”, disse.

Serviço

Iniciado em 2017 pela atual administração, o Projeto Osasco Integra atendeu 323 pessoas de 22 países diferentes, só em 2019. Além do Curso de Língua Portuguesa para refugiados e imigrantes, o projeto oferece ainda outros serviços de qualificação.

Mais informações sobre o curso de Língua Portuguesa no telefone 3653-1133 / Ramal 1239 – Setor do Projeto Osasco Integra.

 

Secretaria de Comunicação Social