Itapevi: Escola deixa aluno com Síndrome de Down sozinho na rua

O relato de uma mãe que diz que o filho de dez anos, com Síndrome de Down, foi deixado na rua por uma escola da rede municipal de Itapevi viralizou nas redes sociais. “Meu filho poderia de estar morto neste momento”, afirma ela, que diz que está à base de calmantes e tem medo de mandar a criança de novo à escola.

Pathy Oliveira diz que, na segunda-feira (26), perto do horário da entrada, por volta das 12h55, deixou o filho, Alexandre, na fila para entrar no Cemeb “Floriza Nunes de Camargo”, no Jardim da Rainha. Ela conta que haviam professores e a diretora para supervisionar os alunos. No entanto, uma hora depois ela recebeu uma ligação de uma conhecida dizendo que o filho dela havia sido visto caminhando um uma avenida próxima à escola.

“Recebi uma ligação da casa da minha mãe dizendo que um casal estava passando na rua e viu o meu anjo sozinho caminhando pela avenida principal, onde tem um grande fluxo de veículos, completamente desorientado”, relatou, em seu perfil no Facebook. O menino foi levado para casa pelos conhecidos da família que o reconheceram, conta.

A mãe procurou a direção da unidade de ensino para reclamar e não se conforma com as desculpas para o caso: “a diretora deu meia dúzia de explicações e tentou colocar a culpa na criança, dizendo que ele abriu o portão e saiu. Como uma escola não tem funcionários olhando o que os alunos fazem? Como uma escola deixa uma criança que não fala, que tem limitações sem um monitor, que é direito dele por lei?”, questiona. “Meu filho poderia de estar morto neste momento, pois não sabe andar sozinho na rua, não tem noção do perigo, vê carro e vai pra cima. Ou até mesmo alguém pegar ele e fazer maldades…”.

Ela afirma que está à base de calmantes e com medo de mandar o filho à escola. “Como irei confiar em uma escola que não tem a mínima responsabilidade? Que recebe uma criança com limitações e coloca em risco a vida dela?”.

Pathy declara que fez Boletim de Ocorrência e levou o caso ao Conselho Tutelar. “Quero explicações, porque hoje foi o meu filho, amanhã pode ser outra criança e não ter um final feliz”.

Prefeitura pede desculpas

Em nota, a Prefeitura de Itapevi “pede desculpas à família do aluno pelo incidente”.

A administração municipal diz ainda que “já determinou a apuração do ocorrido para determinar responsabilidades, o que já está sendo feito por meio de uma sindicância aberta pela Secretaria de Educação e Cultura”.

Visão Oeste

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