Caso Carrefour: Lojistas convivem com ameaças desde a morte de Manchinha

Comerciantes e funcionários de lojas que ficam dentro do Carrefour de Osasco convivem com ameças e tensão desde a morte de Manchinha, cadela morta por um segurança a serviço da rede de hipermercados, no dia 28.

Nas redes sociais, são milhares de ataques de “justiceiros da internet”, fazendo uma série de acusações aos lojistas locais que, ou não têm relação com o episódio, ou ajudavam a cuidar e tentaram socorrer Manchinha após as agressões do segurança.

Por vezes, as ameaças extrapolam o mundo virtual. “Outro dia ligou uma senhora para uma loja daqui fazendo uma série de ameaças absurdas, acusações, dizendo que os funcionários eram cúmplices”, conta um comerciante local. “Fora os muitos posts de ódio, violentos, que temos nos deparado nas redes sociais. É uma coisa persecutória”.

Um dos funcionários de um comércio local ficou afastado do trabalho após serem espalhadas imagens de seu rosto nas redes sociais com internautas o acusando de ter envenenado o animal, quando, na verdade, ele tentou socorrer Manchinha.

“Ele não tem nada a ver com o segurança que agrediu o cachorro, já foi na delegacia, prestou depoimento, mas ficou afastado por cautela, pelas ameaças que vem sofrendo”, relata um dos lojistas do Carrefour de Osasco.

 

Visão Oeste

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